Vineyardbrasil
27.07.2010 Ler todos artigos

Adoração um tesouro a ser explorado

por Roger Williams
 
Antes de analisarmos temas específicos a respeito da adoração, desejo primeiramente afirmar que é a presença de Deus que devemos buscar. Essa deve ser a nossa prioridade máxima. A. W. Tozer disse: “Fomos chamados para estarmos eternamente ‘pré-ocupados’ com Deus”. Conhecer o Senhor é a atividade de maior valor que podemos desenvolver e a experiência de sua presença está intrinsecamente relacionada com o nosso conhecimento de sua pessoa. Podemos ler uma biografia a respeito de alguém e nos tornarmos bastante familiarizados com esse indivíduo. É possível também lermos sua autobiografia e conhecê-lo ainda mais. Entretanto, nada se compara a estar na presença dele para podermos apreendê-lo em um nível muito mais profundo. Nós, cristãos, somos conclamados a alcançar intimidade com Deus. No entanto, não a conseguiremos longe da presença do Senhor.
 
A importância da adoração
Por que devemos adorar? Qual é a importância de adorar ao Senhor? Em primeiro lugar, essa prática consiste em ser obediente a Deus. Ao longo de toda a Bíblia, vemos que o Criador determina que suas criaturas o adorem. Os salmos 29, 30 e 32 nos mandam adorá-lo. Em Efésios 5: 18-20, a Palavra de Deus nos diz para cantar e compor música ao Senhor em nosso coração. Esses versículos estão incluídos no contexto dos versos 10 e 17, que nos conclamam a discernir o que agrada ao Senhor e compreender qual é a vontade dele. Portanto, a vontade de Deus, o que realmente o satisfaz, é que seus filhos o adorem continuamente.
 
Chamados para adorar
Em João 4, Jesus disse que o Pai busca adoradores. Isso implica que Deus não procura a adoração em si, mas sim pessoas envolvidas pessoalmente nessa prática. Deus nos salvou e nos separou dentre os povos para adorá-lo e louvá-lo. Com insistência, ele busca verdadeiros adoradores. Ele procura pessoas que, como Davi, pedem simplesmente “uma coisa”: poder estar em sua presença e contemplar sua beleza. O Senhor busca gente que, como Maria, faz aquela “uma coisa” necessária: assentar-se aos pés de Jesus. É muito mais fácil trabalhar para Deus. A igreja está repleta de Martas, pessoas atarefadas, envolvidas com tudo o que precisa ser realizado. Na verdade, os seres humanos tendem a estabelecer sua identidade a partir do que fazem. Pensam que isso define quem são. Entretanto, Deus está buscando indivíduos dispostos a encontrar sua identidade apenas nele.
 
A adoração deve ser um estilo de vida
Considero muito importante compreendermos que a adoração é um estilo de vida. Anos atrás uma frase me veio à mente: “Adoração diz respeito a relacionamento, e não a um momento”. À medida que pensava nisso, dei-me conta de que, embora minha comunhão com Deus estivesse se aprofundando, a adoração que oferecia estava limitada a períodos específicos de tempo. Ela havia se tornado dependente das reuniões na igreja, em vez de consistir num estilo de vida. Estava limitada ao tempo e ao espaço, em vez de fluir livremente de meu relacionamento com o Pai.
A partir daí, a adoração passou a ter um novo significado para mim. Não eram mais apenas canções, ou mesmo uma melodia espiritual em meu coração, ou ainda as muitas músicas que entoava ao longo do dia. Com certeza era tudo isso e muito mais. A adoração consiste em rendição absoluta a Jesus. Adorar é permanecer na presença de Deus continuamente, em vez de eleger momentos isolados em que nos aproximamos dele.
 
Verdadeiros adoradores
Existem inúmeros modos e estilos de adoração. Algumas pessoas gostam muito de cantar hinos antigos; outras pessoas preferem cânticos mais simples. Algumas preferem as canções de guerra, com um ritmo acelerado; já outras apreciam as mais lentas e mais profundas. Porém a questão nunca é como os cristãos se expressam. O que importa é se cada indivíduo é capaz de entrar na presença do Deus vivo e relacionar-se continuamente com ele como filho.
É uma pena que alguns cristãos hoje em dia se contentem com o que poderíamos chamar de “adoração no pátio externo”. Através da morte e da ressurreição de Jesus, todos podemos ter acesso ao interior do santuário e somos chamados para ser sacerdotes. Todavia, muitos cristãos estão satisfeitos em ver os outros se achegando cada vez mais a Deus, enquanto eles se contentam em adorar a distância.
 
Uma vida de louvor e adoração
Temos a capacidade de conquistar nossa vizinhança para Jesus tornando-nos um povo de adoração, permitindo que Deus lute por nós. Basta tomarmos posição e permanecermos quietos em sua presença. Sempre que o inimigo for derrotado por nosso louvor, este se torna uma ferramenta evangelística. O Senhor a usa para trazer mais pessoas ao seu reino. Não temos de esperar pelas experiências mais sublimes para desfrutar as conquistas. Podemos ser um povo do vale! Temos a capacidade de obter vitória em qualquer lugar! E nosso triunfo sobre o inimigo resultará na libertação dos cativos.
 
Adoração e o Reino de Deus
Uma das maiores verdades das Escrituras é a de que somos genuinamente filhos de Deus. Isso significa que o Pai deu início ao “empreendimento”. E este se chama Reino de Deus. Em seguida, ele o confiou a seu Filho, que demonstrou aos seus seguidores a essência e o propósito desse negócio. Então Jesus deixou esta Terra e, de certa maneira, disse: “Agora vocês levarão adiante a empresa da família. Enviarei o Espírito Santo para guiá-los e dirigi-los. Ele lhes concederá poder. Porém, vocês é que devem comandar os negócios e realizar obras semelhantes às minhas. Contudo, não devem fazer isso sozinhos. Se precisarem de qualquer coisa que promova o crescimento desse negócio — o Reino de Deus — peçam-me e lhes darei com satisfação”.
 
Restaurando a essência da adoração
O desejo de Deus é nos levar de volta à sua presença, reconstruir o altar do sacrifício em nosso íntimo. Entretanto, como se dá o processo de restauração? A restauração implica em duas verdades. Primeiro, a de que precisamos dela. Em segundo lugar, podemos perceber que somos dignos de receber restauração. Carecemos de ser continuamente restaurados a um relacionamento íntimo de adoração com o Pai celeste. Além disso, Deus considera que somos dignos de ser restaurados. Ele nos valoriza tremendamente. O Senhor acha que vale a pena todo o tempo e o esforço gasto para realizar esse processo da maneira correta, independentemente do quanto seja difícil ou custoso.
Deus deseja que alcancemos a essência da adoração e que sejamos ativos em oração. Essas duas atividades dependem uma da outra. O inimigo lançará seus ataques, tanto a indivíduos quanto a grupos cristãos, nessas duas áreas. No entanto, se nos esforçarmos para ter a intimidade que Jesus conquistou para nós, estando envoltos na presença do Pai, obteremos a vitória. Assim, nos tornaremos os verdadeiros adoradores que Deus procura.
 
Roger Williams é pastor titular da Twin Cities Vineyard Christian Fellowship, na Califórnia (EUA) e autor de “Adoração, um Tesouro a Ser Explorado” (Betânia). Na década de 1970 foi um dos líderes do Moovimento Vineyard. É casado com Tricia, com quem tem três filhos: Brendon, Paul e Carol.
 
(Este texto é composto por fragmento do livro Adoração, um Tesouro a Ser Explorado, editado e lançado no Brasil pela Editora Betânia. Publicado com autorização.)

voltar

2010 Vineyard Recursos. Todos os Direitos Reservados.
Revelare, Agência de Comunicação e Internet