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13.05.2015 Ler todos artigos

Os valores e prioridades da Vineyard

 por Andy Park

 

É 10:05 de uma manhã de domingo o culto de adoração na Vineyard está começando. O líder de louvor faz uma pequena oração, convidando a presença de Deus, e convocando a congregação a focalizar seus pensamentos no Senhor. Ele então, dá início ao louvor com um pequeno aceno para a banda, fechando seus olhos ele começa a tocar e cantar novas canções de adoração, amor e louvor ao Pai. Ocasionalmente ele vai fazer outra oração entre as músicas e através de sinais ele vai guiar os músicos nas transições de canções. O líder de louvor fala pouco para a congregação; praticamente todas as suas palavras são dirigidas ao céu.

    

Há pequenos interlúdios quando nenhuma música é cantada; a banda continua tocando enquanto o povo espera silenciosamente no Senhor em uma atitude de adoração. O ritmo vai variar da alegria, até a gentil contemplação. Mesmo sendo óbvio que houve planejamento e preparação por parte dos músicos, ainda assim há uma expôntaneidade natural conforme o líder de louvor vai abrindo seu caminho, naquele período de meia hora.

    

O que molda este estilo de liderar o louvor? O líder de louvor somente esta deixando as coisas acontecerem casualmente, ou há uma filosofia por trás do que ele está fazendo? Isto é uma forma arbitrária de encher tempo que antecede o sermão, ou um plano intencional que expressa um sistema de valores definidos?

 

DESGASTADOS E MESMO ASSIM COM OS OLHOS EM DEUS

 

Mais ou menos a 18 anos, Deus reuniu um grupo em Yorba Linda, Califórnia, que entendiam sua grande necessidade por Ele. Eles não possuíam força emocional para muitas outras coisas além de buscar a Deus, para ouvirem sua voz e receberem seu conforto. Eles derramaram seus clamores por ajuda juntamente com suas orações.
    

A partir desta experiência de tocar e ser tocado por Deus de uma forma profunda, um movimento de igrejas nasceu, e uma distinta vida e teologia sobre adoração começou a ser desenvolvida. Através dos anos os limites da Vineyard têm se expandido, mas os valores principais que foram formados naqueles anos iniciais ainda permanecem intactos. O estilo e forma de expressão continuam envolventes, mas a visão e o propósito permanecem consistentes.
    

Para mantermos o chamado que Deus nos deu como Vineyard, nós devemos explicar e afirmar estes valores inegociáveis, bem como observarmos se nossa vida pratica expressa estes valores. Se o capitão de um navio estabelece uma rota mas se esquece de olhar seu compasso, ele, sem perceber, irá desvira-se do curso e tomar um caminho errado. Há muitas coisas que podem nos desviar do caminho correto; uma delas é a tendência de querermos ser o centro do show. Outra é simplesmente nos desviarmos das orientações e heranças que Deus nos deu como igreja. Nós devemos manter nossos olhos no compasso se queremos permanecer no rumo certo e cumprirmos nossos chamados.
    

Além da Vineyard existem muitas formas e estilos de adoração que são válidas e certamente bíblicas. A Vineyard não é o centro de tudo. Nós respeitamos e apoiamos todas as denominações e movimentos que exaltam a Cristo seguem a doutrina do Cristianismo. Ao mesmo tempo, nós sentimos a responsabilidade de andarmos de acordo com o padrão que Deus colocou em nossos corações.
   

Grande parte da minha versão dos valores da adoração na Vineyard, é baseado em uma mensagem de John Winber sobre este assunto. Eu acrescentei algumas coisas ao ensino do John, baseado em minhas próprias experiências pessoais, como pastor e líder de louvor na Vineyard. Seis valores básicos são a fundação e guia para uma ampla variedade de prioridades e práticas que eu vivo. Cada um destes valores foi gerado por ordenanças bíblicas sobre adoração e devoção a Deus.
   

 

1.A ADORAÇÃO É DADA SOMENTE PARA A GLÓRIA E HONRA DE DEUS.

 

Não há nada tão poderoso do que estar face a face com a presença de Deus durante um louvor congregacional. Algumas vezes é de tirar o fôlego – nós podemos verdadeiramente “provar e ver que o Senhor é bom.” A experiência de tocar diante de grandes grupos enquanto o Espírito Santo está ministrando sempre me desfia a manter meus pensamentos puros.

 

A BATALHA EM NOSSAS MENTES: QUEM VAI RECEBER A ADORAÇÃO?

 

As vezes me pego alimentando pensamentos como este: “Como é maravilhoso isto que está acontecendo.... puxa vida como minha voz está bonita.... eu tenho realmente um dom.” Após alguns segundos eu percebo o que estou fazendo, então rapidamente levo meus pensamentos pelo caminho inverso. Para poder focalizar minha atenção completamente Naquele que é a única fonte de dons e unção para a adoração.
   

Foi este tipo de erro que levou Lúcifer à queda. Em Ezequiel 28, a profecia contra o Rei de Tiro pode ter um sentido duplo como uma indicação do que teria acontecido com Lúcifer, o líder das hostes angelicais. Ele era um ser angelical com dons e unção que tinha acesso direto ao trono de Deus (Versículos 13,14). Mas por causa de seu orgulho e desonestidade (Versículos 2, 17-18), ele foi deposto de sua posição de Querubim.
    

Enquanto querubim ele era adornado de com jóias belas e preciosas, Deus adorna líderes de louvor com dons musicais que brilham sob as luzes do Espírito Santo. Permanecer constantemente sob a liderança do Espírito é essencial para mantermos puras nossas motivações e apresentações. Cercado pela gloriosa luz de Deus e a adoração de outros seres angelicais, o coração de Lúcifer tornou-se escuro e então ele já não estava contente de ser um adorador. Ao invés disso, ele passou a desejar ser aquele que receberia a adoração. Com as tentações e modelos que o mundo oferece, no que diz respeito a música, todo líder de louvor deve ficar atento ao apelo que existe de que ele se torne “um deus,” ao invés de ser um puro canal de adoração.
    

Evitar o exibicionismo é essencial para resistirmos a atitudes egoístas na liderança. Nós podemos ser apaixonados, expressivos e até mesmo agressivos na forma que lideramos o louvor, mas se estas coisas não forem uma atitude de adoração, elas irão somente chamar atenção para nós mesmos.
   

Ocasionalmente e escorrego no erro do exibicionismo por um momento, e eu sinto isto instantaneamente porque a atitude por trás da ação não foi correta. Quando isto acontece, eu procuro me corrigir e conscientemente tentar voltar a estar na sob a liderança do Espírito Santo. É muito bom que nós temos o Espírito Santo, que é como um guardião que nos diz quando estamos “seguros” e quando estamos “fora.” Se ouvirmos seus sussurros, e as direções de nossos pastores, estaremos seguros.
    

Por outro lado, quando falamos sobre este assunto precisamos tomar cuidado para não começarmos a criar regras que limitem quão expressivo um líder de louvor pode ser. O mesmo solo instrumental, ou arranjo vocal pode ser inspirado em um momento, mas inapropriado em outro. Precisamos ser cuidadosos para não repetirmos o erro de Mical, a esposa de Davi, que desprezou sua dança diante do Senhor (II Sam. 6:16).
   

Nós não podemos conhecer a integridade do coração de adoração de alguém, com uma breve análise de suas expressões vocais ou corporais. Se você está se perguntando neste momento, quão expressivo você pode ser quando liderar o louvor, deixe o Espírito Santo ser seu guia. E no caso de você precisar re-interpretar o que Ele disse, certamente se pastor lhe ajudará!
   

Outro fundamento essencial da adoração na Vineyard é: o primeiro e principal propósito da adoração é agradar (abençoar) a Deus. Você pode freqüentemente sentir-se abençoado por Deus fisicamente, emocionalmente ou espiritualmente quando você adora, mas isto não deve ser algo esperado ou previsível, nem um direito seu como filho de Deus.
   

Uma pesquisa feita na Vineyard de Anaheim por uma grande universidade secular, revelou que experimentar Deus durante a adoração foi uma das razoes principais que as pessoas juntaram-se a igreja. Os entrevistados apresentaram todo tipo de revelações e outras experiências legais que tiveram durante a adoração.
    

Quando pediram para que uma pessoa descrevesse os seus sentimentos durante a adoração, eis o que uma pessoa disse: “Eu sei que estou tocando o céu, e que o céu está ali conosco. Deus me toca no coração. Ele me liberta e libera de toda ansiedade, medo e stress. Eu tenho a oportunidade de expressar meu profundo amor e gratidão a Deus e Seu Filho, Jesus... Deus é tão bom.... eu o amo tanto!”
    

Uma outra pessoa respondeu a esta mesma pergunta da seguinte forma: “Isto é difícil de descrever. Eu me coloco diante do meu salvador face-a-face. Nós conversamos, nos tocamos, dançamos. As visões que tenho recebido são na maioria das vezes durante a adoração. Eu sinto que ela é como ter um gostinho do céu.”
   

Estas historias são maravilhosas, mas nem todos nós temos histórias maravilhosas assim para contar. Para algumas pessoas estas coisas acontecem muito raramente, se acontecerem! Isto faz com que estas pessoas sejam menos espirituais? Não necessariamente.
     

Além do mais, existem miríades de razões que podemos pensar, de por que a adoração em uma semana pode ser mais ungida do que em outra. Eu fico imaginando se Deus propositalmente não retém o mover do Seu Espírito para que nós possamos nos manter com os olhos Nele, ao invés de ficarmos maravilhados com a experiência da adoração.
   

Como adoradores, nós experimentamos Deus em uma grande variedade de maneiras. Alguns têm experiências mais dinâmicas que podem ser combinadas com uma liberação emocional. Outros normalmente têm experimentam de forma muito gentio a paz de Deus. Experiências de êxtase não são o alvo da nossa adoração. A quantidade de fenômenos sobrenaturais não pode ser um barômetro da espiritualidade do adorador. O propósito de nossa adoração é expressarmos nosso amor e compromisso com Deus. Conforme fazemos isto, também nos abrimos para receber o que quer que seja que Ele tem para nós. Como um resultado disso vamos conhece-lo melhor (Filipenses 3:7-10).
    

Se você sente que “não está recebendo nada em troca” quando adora, lembre-se que Deus nunca prometeu euforia. Seu alvo é agradar a Deus (Salmo 103) declarando sua aliança e devoção a Ele. Conforme você faz isto, sua mente é renovada com a doce lembrança de sua majestade. Quando ouvimos a Ele, certamente seremos transformados (II Co. 3:18). Mas muitas vezes esta mudança não é dramática ou acompanhada de um fenômeno visível.

   

2.NÓS DEVEMOS SER ÍNTIMOS COM DEUS E NOS EXPOR DIANTE DELE.

 

Se existe algo que caracteriza a adoração na Vineyard é este valor. Quando você experimenta o “espírito de sabedoria e revelação” que o apóstolo Paulo menciona, então você vê uma pontinha da largura, profundidade, altura e extensão do amor de Deus Ef. 3:18). Isto não é uma afirmação cerebral da doutrina do amor de Deus, nem é uma experiência emocional. É experimentar o poder do amor de Deus (Ef. 3:17-19). Paulo mesmo diz que este amor excede o conhecimento, mas ele mesmo ora por seu povo para que eles recebam um pouco do conhecimento! É óbvio quando olhamos os escritos de Paulo, que ele experimentou um profundo conhecimento de Deus, e que ele espera que isto seja uma norma em suas igrejas.Conforme nos aproximamos de Deus na adoração, Ele nos responde através de Sua visitação. Vimos um protótipo disto nos tempos de Moisés, quando Deus prometeu visitar os Israelitas em resposta aos seus sacrifícios de adoração. “E habitarei no meio dos filhos de Israel e serei o seu Deus. E saberão que eu sou o SENHOR, seu Deus, que os tirou da terra do Egito, para habitar no meio deles; eu sou o SENHOR, seu Deus.”
   

Você já recebeu uma grande revelação sobre Deus, enquanto cantava uma canção que já havia cantado dezenas de vezes no passado?
   

Isto aconteceu comigo uma vez enquanto canta a música, “É o seu sangue” (It`s Your Blood). Eu estava maravilhado com uma nova percepção da profundidade do amor de Deus por mim. Era como se eu tivesse acabado de descobrir pela primeira vez que ele derramou seu próprio sangue para minha salvação! De repente a revelação de Deus veio sobre mim – este é o “espírito de sabedoria e revelação” sobre o qual Paulo fala (Ef. 1:17).
    

O fruto da intimidade não limita-se a sentimentos de amor. Outro resultado é o arrependimento do coração. A visão que Isaías teve do Senhor (Is. 6) Exaltado em seu trono é uma das passagens clássicas que ilustram como deve ser a experiência da adoração. Aí vemos seres angelicais clamando “Santo, santo, santo,” enquanto o próprio templo era abalado e cheio com fumaça. Esta imagem simboliza o poder e revelação que podem ser liberados em momentos de adoração.
     

Quando nós, humanos mortais temos contato com o transcendente, e santo Deus, haverá inevitavelmente momentos em que clamaremos como fez Isaías: “Ai de mim, porque sou um homem de impuros lábios e habito no meio de um povo de impuros lábios” (V. 5).
    

Alguma vez você estava cantando uma canção, e suas próprias palavras geraram convicção sobre sua vida? E quando cantamos algo como: “Jesus.... a ti entrego todas as coisas” ou “Jesus, você é tudo para mim” e então percebi que aquilo não era completamente verdade para mim? Este momento quando recebemos este tipo de entendimento é o ideal para consagrar sua vida a Deus novamente, e re-alinhar sua vida àquilo que a letra da música dizia. Esta também é uma expressão de intimidade com Deus em adoração. Se não estivemos dispostos a sermos honestos com Deus, nossa adoração não vai significar nada. Ele responde a um coração quebrantado e contrito (Salmos 51:17).
    

“Não terás outros deuses diante de mim.” Este foi o primeiro mandamento que Deus deu a Moisés. Este é um tema permanente nas letras das músicas da Vineyard. Nós cantamos isto com nossos lábios para nos lembrarmos constantemente, que devemos tirar do nosso caminho todas as coisas que podem diluir nossa devoção por Jesus.
    

Quando cantamos canções ao Senhor, somos muitas vezes confrontados pelas nossas próprias palavras. Foi esta a intenção de Deus quando deu o cântico de Deuteronômio 32. Ele disse a Moisés: “Escrevei para vós outros este cântico e ensinai-o aos filhos de Israel; ponde-o na sua boca, para que este cântico me seja por testemunha contra os filhos de Israel.” (Dt. 31:19). Deus sabia que quando entrassem na terra prometida, eles se voltariam para outros deuses e os adorariam. Este cântico tinha o propósito de mantê-los no caminho correto.

     

3. NÓS ESPERAMOS QUE TODA A CONGREGAÇÃO POSSA PARTICIPAR DA ADORAÇÃO, POR ISSO NOS TENTAMOS FAZE-LA ACESSÍVEL A TODOS.
   

Todo Cristão tem acesso ao trono de graça e deveria cultivar seu relacionamento com Deus. A adoração pública é a oportunidade da igreja de expressar corporativamente aquilo que seus membros praticam individualmente.
    

Como os líderes podem facilitar isto? Em primeiro lugar, nós olhamos o culto de domingo com o entendimento que a maioria das pessoas presentes entendem que adorar a Deus é a coisa certa a se fazer – e por isso elas vêm à igreja. O líder de louvor não precisa gastar tanto tempo interagindo-se com o povo – eles já sabem o que fazer porque o conceito de adoração íntima já foi ensinado ali várias vezes. Conforme o líder vai concentrando sua atenção em Deus, esperamos que o povo entenda este conceito. Esta também é a melhor forma para os iniciantes aprenderem sobre como se aproximarem de Deus diretamente e de forma pessoal. Adoração no Espírito é uma daquelas coisas que são “mais entendíveis do que ensináveis”.
   

Conforme o líder se entrega à adoração, o povo sente-se estimulado pelas canções e seu próprio entusiasmo. A energia do líder para a adoração vem do fato d`ele estar na presença de Deus. Isto não é uma técnica estabelecida para gerar uma resposta específica na congregação.
   

Para mim não há nada mais legal do que ver um pouquinho da glória de Deus durante a adoração. Diante disso qual reação seria mais apropriada do que um louvor cheio de paixão? Temos muitos exemplos bíblicos de expressões intensas de louvor. Davi dançando diante da arca (II Sam. 6) é um bom exemplo de uma exuberante adoração que veio direto do coração e gerou uma oportunidade de outros a seguirem.
    

Há momentos e lugares adequados para muitas formas de se liderar o louvor – a correta depende do momento. Em tempos de grande celebração, o líder pode levar a congregação a expressar gritos de louvor. Ocasiões especiais, como conferencias são perfeitas para este tipo de adoração.
     

Nestes momentos, a ousadia do Espírito Santo enche o líder, e ele pode propositalmente incitar as pessoas a tais ações. De forma geral, no entanto, a atenção do líder deve estar voltada para o Senhor e o resto do povo vai seguindo este modelo. De certa forma o Espírito Santo é quem realmente lidera a adoração. Ele toca nossos corações segundo o exemplo da equipe de louvor. Comparando isso ao casamento: Ninguém precisa me exortar a beijar minha esposa. Eu gosto de fazer isto! Se nossas vidas são devotadas a Ele, o louvor de nossos lábios é uma resposta natural.

    

ESCOLHENDO CANÇÕES QUE CONECTAM

    

Para facilitar a participação de todos, o líder deve escolher canções que têm letras e melodias simples o suficiente para serem cantadas. Um bom líder deve conhecer a resposta da igreja para cada música. É besteira continuar usar uma música que as pessoas não conseguem pegar, mesmo depois de ouvirem várias vezes.
   

Lembre-se: o líder de louvor deve agir como uma parteira, trazendo as pessoas diante de Deus e ajudá-las a nascer na adoração. Se as pessoas não conseguem acompanhar uma música, não a use.
   

Existem muitas outras que certamente podem funcionar.
   

Este é um bom exemplo do papel de servo do líder de louvor. Nosso negócio não cantar canções que abrem uma oportunidade de explorar nossas habilidades artísticas. Nós escolhemos músicas que gostamos e também nos expressamos artisticamente, mas somente para facilitar a interação entre Deus e Sua igreja. Adoração não deve ser um esporte praticado diante de um público. Nós podemos convidar solistas, mas isto deve ser somente uma pequena porção de nossa adoração musical.
    

As maiorias dos líderes não escolhem propositalmente fazer um “show” durante o louvor. O problema mais comum, é que ele se perca no rio da espontaneidade, que pode ser muito significativa para ele, mas pode abandonar todo o resto da congregação. Curtos interlúdios quando o líder vai cantar espontaneamente pode ser ótimo, mas se a sua congregação não embarcar com você, não use este veiculo muitas vezes.
    

Algumas igrejas respondem bem à adoração espontânea, enquanto outras têm muita dificuldade. Sirva sua igreja e liderança dando a eles “comida que eles possam digerir” durante os momentos de adoração.
    

A parte musical da adoração em um culto da Vineyard, dura aproximadamente 30 minutos. Esta quantidade de tempo é intencional e ininterrupta, pela mesma razão que o casal não fica ligando para casa a cada 10 minutos quando saem sem as crianças – eles estão concentrando todas suas forças no que é prioridade: ter um tempo de qualidade com seus amados. Uma conversa íntima torna-se mais profunda e intensa se houver um tempo sem interrupções.

    

RECONHECENDO OS MOMENTOS DA ADORAÇÃO.

    

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu”. Este versículo de Eclesiastes aplica-se diretamente à adoração congregacional. Na vida da igreja, existem ocasiões quando um período curto de louvor é mais apropriado, e outros tempos quando temos liberdade de ir bem mais longe. Em qualquer caso, o líder de louvor tem a mesma tarefa que qualquer outro líder na igreja: ser parte de uma equipe.
   

Ser parte de uma equipe significa que não vamos ficar reclamando que o louvor teve de ser mais curto por causa de outro evento, como a dedicação de uma criança. Mais importante ainda, é que a visão do líder de louvor esteja alinhada com a visão geral para cada culto, que o pastor da igreja tem.
    

Na Vineyard de Anaheim, os líderes de louvor entendem os “sabores” diferentes que cada um dos cultos tem, e por isso tentam obedecer os limites de cada um. O culto de domingo de manhã é caracterizado por uma adoração majestosa que enfatiza a intimidade, com poucas músicas agitadas. O Domingo a noite é mais de celebração, com mais energia nas músicas. Em eventos especiais nós normalmente temos um período mais longo de adoração. E os outros cultos da igreja, encontraram sua própria personalidade, que depende do pastor que o dirige e da idade das pessoas que o freqüentam. Para realmente facilitarmos a adoração congregacional, temos que deixar de lado nosso próprio querer e servir as necessidades do corpo como um todo, em cada um de seus ajuntamentos.

     

4. NÓS CONSIDERAMOS BEM VINDO O MINISTÉRIO DO ESPÍRITO SANTO, PARA MOVER-SE DA FORMA QUE ELE DESEJAR ENTRE NÓS.

   

Um valor básico na Vineyard é “fazer o que o Pai está fazendo” (Jo 5:19-20). Jesus estava sempre sintonizado naquilo que o Seu Pai estava fazendo. Para seguir o exemplo do Senhor, eu não posso me apoiar demais nos planos que fiz para um determinado momento adoração.
   

Normalmente eu sigo a maior parte da programação que planejei, mas eu sei que minha habilidade em ouvir a voz de Deus é imperfeita, e as vezes eu acabo mudando meus planos no meio do caminho. Mesmo tendo sentido uma direção na escolha das músicas, uma delas pode parecer fora de lugar quando chega o momento de toca-la. Muitas vezes eu apresso as coisas enquanto o Espírito Santo está batendo em meu ombro e dizendo, “Por que você não tenta fazer desta forma?”.
  

Quando nós tentamos fazer a coisa do nosso próprio jeito, ao invés de permitirmos Deus fazer da forma que Ele quer, o resultado será sempre, menos unção. E ninguém gosta disso, especialmente quem está liderando o louvor. Vale a pena ouvir e obedecer as direções do Senhor durante o louvor.
  

 

LIDERANDO O LOUVOR DE FORMA PROFÉTICA

   

O princípio deve ser o mesmo, “fazer o que o Pai está fazendo”, mas podemos aplicar isto da seguinte forma: “dizer o que o Pai está dizendo”. Devemos entender que existe um elemento profético no louvor. Conforme dirigimos nossas palavras a Deus, proclamando Sua natureza e poder, Ele transforma estas palavras em uma espada poderosa que penetra nossos corações.
   

Isto pode ter muitas formas durante o louvor, incluindo músicas cantadas por todos, músicas especiais preparadas previamente, cânticos espontâneos, orações e exortações. Se toda a equipe estiver sensível, Ele vai fazer com que estas palavras penetrem nossos corações. O resultado disso será fortalecimento, encorajamento, e conforto. Quando cantamos canções como “Father I Want You to Hold Me” (Pai eu quero que você me abrace), Ele atira suas flechas de amor em nossos corações. O poder de Suas palavras nos transforma, e saímos da reunião diferente da forma que chegamos.
   

A presença de Deus no louvor gera uma grande oportunidade para ministrarmos uns aos outros. Louvor com músicas e momentos de oração caminham juntos, porque em ambas atividades temos que estar receptivos a Deus e permitir que Ele faça o que desejar.
   

Arrependimento, cura e enchimento de poder no altar de oração podem ser facilitados, se houverem músicas que falam sobre este tema. O pastor e o líder de louvor trabalham juntos, alternando orações, canções e instruções sobre como responder de forma correta ao convite que Deus está fazendo naquele momento.

    

CONSTRUINDO PERÍODOS DE LOUVOR QUE SÃO MAIS EFETIVOS

    

E o processo de preparar um tempo de louvor? Eu percebo que o contexto do momento de louvor determina a quantidade de tempo necessária para a preparação. Há muito mais trabalho envolvido para preparar o louvor de domingo com a banda, do que me preparar para liderar sozinho o louvor de meu grupo caseiro. Há algumas razoes para isto.
   

Primeiro, a quantidade de músicas que podem ser usadas no domingo, é bem menor do que as que posso usar na reunião caseira, que é específica para músicos. Segundo, é bom que os músicos tenham tempo de passar as músicas antes de toca-las no domingo. E isto não é necessário quando toco sozinho. Quando não tenho outros músicos me seguindo, eu posso mudar de direção rapidamente, e trabalhar sem uma lista de canções previamente escolhidas. Muitas vezes estes períodos que não foram planejados, são muito ricos.
   

Em momentos assim, eu procuro ouvir as instruções do Senhor, mas também estou tirando vantagem do fato que já lidero louvor há vinte anos. O Espírito Santo pode nos dizer o que fazer com três dias de antecedência, ou com três horas de antecedência, ou três minutos. Ele também pode nos dizer o que fazer imediatamente antes de cada canção, conforme estamos liderando.

     

5. PORQUE A ADORAÇÃO É NOSSA MAIS ALTA PRIORIDADE, NÓS INVESTIMOS TEMPO, ENERGIA E DINHEIRO PARA GARANTIR QUE VAMOS TER QUALIDADE EM NOSSA ADORAÇÃO.

    

Em nossos dias, estamos cercados por música que é tocada e produzida profissionalmente. A música é uma forma poderosa de tocar e moldar a vida das pessoas. Por isso, é uma ferramenta que pode ser usada para ganhar os corações dos Cristãos e Não-Cristãos. Analisando as coisas neste contexto, torna-se óbvio que a excelência em nossa música, faz diferença na qualidade de nossa adoração.
  

Porém muitas igrejas não compartilham desta mesma visão. Alguns sentem que espontaneidade é tudo o que precisamos – se sabemos os acordes e as letras, a gente se vira.
   

O que a Bíblia diz sobre isto? No Antigo Testamento, há o precedente dos músicos do templo sob a liderança de Davi. Ele designou homens para supervisionar e levantar um grande grupo de músicos e cantores, que trabalhavam de tempo integral na adoração (I Cron. 25).
   

No Novo Testamento, nós quase não encontramos nenhuma menção do uso das artes na adoração. Mas sabemos que a igreja primitiva utilizava-se do livro de Salmos como uma fonte de hinos. Também temos exemplos de outros “hinários” usados pela igreja primitiva, como os “Cânticos de Salomão”. Mesmo diante do silêncio do Novo Testamento sobre o uso de instrumentos, quando olhamos para o Antigo Testamento e para nossa própria experiência, que música de boa qualidade é muito melhor para a adoração do que uma música pobre!
   

A maioria de nós não tem condições de montar bandas profissionais nas igrejas locais. Mas sem ensaio, nenhum músico pode aproveitar todo seu potencial, independentemente de seu nível de habilidade. Por que não dar a Deus e a igreja o melhor que podemos? “Entoai-lhe novo cântico, tangei com arte e com júbilo” (Salmos 33:3).

    

EXCELÊNCIA INCLUI PREPARAÇÃO E SISTEMAS DE SOM

    

Para mim é muito fácil perceber quando eu e minha banda estamos bem preparadas, e quando não estamos. Preparação sólida é um firme fundamento para espontaneidade e criatividade. Quando toda a banda sabe o que deve fazer, há uma sensação de segurança e relaxamento, o que possibilita que os músicos também adorem com mais liberdade.
  

Se acontecerem muitos erros, a moral e fé dos músicos sofrem. Mas se todos estão caminhando bem e juntos, os músicos podem relaxar e adorar, ao invés de esperar pelo próximo furo.
   
 

Se a adoração é um dos nossos mais altos valores, isto significa que devemos investir em bons instrumentos e sistemas de som. Com o advento do rock balada na adoração, a necessidade de P. A.s multiplicou, diante do que é necessário, se usamos somente piano e violão.
   

Nós não precisamos de um equipamento “obra de arte” para termos uma boa qualidade de louvor, mas devemos adquirir o melhor possível com o dinheiro disponível. O preço de um bom P. A. pode ser assustador, bem como a qualidade obtida com um sistema ruim. Uma corrente é tão forte quanto seu elo mais fraco, e o P.A. é um elo essencial na adoração contemporânea.
   

 

6. NÓS ESTAMOS COMPROMETIDOS COM UM ESTILO DE VIDA DE INTEGRIDADE.

     

As vidas particulares dos líderes deveriam refletir as canções e orações que eles fazem publicamente. Podemos resumir a adoração pública como um “ensaio para a vida”. A adoração do domingo deveria ser um flash da caminhada diária do líder.
   

Para qualificar-se como líder de um ministério de louvor, homens e mulheres deveriam enquadrar-se nos requisitos citados em I Timóteo 3 e Tito 1. A única exceção que eu faria, é para o líder de louvor em um grupo caseiro; ele não precisa necessariamente ser super-maduro. Muitas vezes, um jovem e zeloso crente é um bom candidato para liderar em uma situação assim.
   

No uso do dinheiro e nos relacionamentos com a família, empregados, patrões e lideranças na igreja, a vida de um líder de louvor deve ser exemplar. Seria hipócrita cantar canções de devoção, sem uma vida devota. Se realmente amamos a Deus, vamos amar uns aos outros.
    

O Fruto do Espírito deveria ser evidente na vida do líder de louvor. A forma que o líder trata os músicos e as pessoas do som deveria demonstrar o coração de servo, tanto quanto a forma que ele trata o seu pastor.
   

O líder de louvor deveria desenvolver uma vida pessoal de oração e estar bem preparado nas escrituras (ou pelo menos estar caminhando nesta direção).
  

No fim de tudo, o líder deve ser um discípulo de Jesus, e um servo da igreja. Sem um coração assim, o líder poderá até fazer um bom trabalho liderando a parte musical, mas não estará realmente liderando a adoração, porque sua própria vida não estará passando ao povo a mensagem correta.
   

Quando estamos em uma posição de liderança, nós somos sempre olhados como o exemplo. Nós discipulamos as pessoas mesmo quando não sabemos que estamos fazendo isto. Eles farão tudo o que fazemos – bom ou não.
   

A lista de valores e prioridades é somente uma tentativa de destacar alguns de nossos marcos em nossa peregrinação da adoração. Igrejas e líderes certamente vão usar uma grande variedade de “veículos” para percorrerem esta estrada. Temas como o estilo musical, a forma de usar os instrumentos e o volume do som, são coisas secundárias.
    

Estes valores são elementos baseados no que é essencial, mas podem variar de igreja para igreja. Uma igreja formada somente por jovens pode usar músicas que seriam descritas como “irritantes” pela geração mais antiga da Vineyard. Mas mesmo assim serem tocadas pelos mesmos valores de adoração. Se vamos alcançar gerações diferentes, culturas e grupos étnicos com as boas novas de Jesus, nós teremos que aceitar estilos que podem ser diferentes de nossas preferências pessoais.
   

Um ministério de louvor vibrante e disciplinado vai fazer muito mais do que trazer renovo ao nosso próprio relacionamento com Jesus. Também vai ajudar a alcançar os perdidos, curar os enfermos e dar crescimento saudável a discípulos e igrejas.
     

Este é o fruto final da adoração feita em espírito e verdade. Enquanto soubermos que fazemos parte de algo maior e tivermos em nossos corações os valores bíblicos que Deus nos deus, vamos nos manter no caminho da maturidade em Cristo através da adoração.
    

 

Andy Park, é um dos pastores da igreja Vineyard de Anaheim. É líder de louvor em igrejas Vineyard há 19 anos. É o autor de muitas canções da Vineyard, incluindo "We Exalt Your Name" e "Yahweh".

     

 

 

 

 

 

 


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